Diga que você não quer isso.

21 set

Ok, estamos cansados.

É, cansados demais.

Cansados demais para ouvirmos o que alguém tem para nos dizer e cansados demais para falarmos, despejarmos, tudo o que pensávamos em falar.

Cansados demais para sorrir, cansados demais para abraçar, cansados demais para seguir em frente.

Cansados demais para querer, ao menos, saber o lado certo da história e engolir o perdão, não como um veneno e sim, como um remédio que há de curar.

Você pode me dizer tudo o que bem entende agora, mas você está cansado demais para me contar do seu dia, da sua viagem, do seu desempenho, da sua vida. E eu, cansada demais de tentar ouvir o que não tem mais compreensão.

Mas, como cantaria “One Night Only”: “SAY YOU DON’T WANT IT!” (“Diga que você não quer isso!”).

Então, por favor, me diga que não estarás mais tão cansado. Pelo menos para sentir o brilho do sol, para entender o valor de um sorriso e reconhecer uma lágrima. Diga que você não quer isso e tudo bem, entenderei. No entanto, enquanto as palavras não forem claras para minha mente, enquanto enxergar a realidade como uma dor tão imensurável, enquanto a decisão não for tomada, eu não entenderei e eu não entendo. Diga que você não quer mudar o que você está vivendo agora, que você quer recomeçar, que você quer viver de novo… Mas diga, por favor e acima de tudo, que não quer viver de uma mentira, uma fantasia…

Eu, pelo menos, vivo naquela coisa de “viva hoje como se fosse o último dia” com o “e se não for a hora agora?” me puxando para trás… Na busca do equilíbrio da corda bamba. – Quando você não pisa tão firme, quando a sua base se abala… você se abala também e “seu terreno” vira um lugar desconhecido. – Ao mesmo tempo que queria o silêncio, queria a bagunça e os gritos. Quase como meditar, enquanto escuta um hard rock. Queria essa corda bamba firme, para que eu pudesse andar confiante. Mas a maré não muda, não avança e nem revolta. Fica complicado seguir em frente… Por isso, estamos todos cansados. 

Mas, afinal: aonde eu quero chegar? Na realidade, acredito que nem eu tenho certeza. Queria apenas refletir.

 

Enquanto escrevo essa tentativa de reflexão o refrão: “The fake scenes, the plastic-made dreams…  Say you don’t want it!” funciona como um eco em minha mente. Uma música, crítica e reflexão a qual me proporciona refletir e criticar internamente o que bem entendo, tentando buscar a interrogação dentro de mim, o lado que almeja a mudança, a vida que insiste em respirar e que esperneia “eu não quero isso”, buscando uma saída para o temporal…

Não entendo e não vejo até que ponto as situações sugerem coerência ao que escrevo e ao que penso, possivelmente está tudo desalinhado. Mas em algum momento o Universo há de alinhar tudo ao nosso redor, a começar pelos meus pensamentos…

 A musa inspiradora das minhas interrogações:

 

 Ah, sim! E parabéns a todos gaúchos: “Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra”.

Uma boa semana!

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