vazio

23 dez

e ela tinha olhos tão lindos. brilhantes quando sorria. mas agora, eu só os via vazios… como se o mundo estivesse caindo diante dela. e estava.
o vazio estava nos olhos, estava no ser ‘ela’.
como quando você está faminto, e passa a colher profundamente num pote de geléia, tentando pegar o máximo que pode; deixando só as raspas.
ela estava assim. só as raspas.
só a dor. só a ausência.
refletir era dificil demais. viver também sempre o fora, mas isso é a vida.
no fim, ela nao via uma luz no fim do túnel, era mais um obstáculo. mais uma dor.
o vazio dela. que só eu podia ver.
a dor dela. que só eu era capaz de sentir.
éramos tão ligadas. porque ao fim de tudo, éramos uma só.
eu era ela.

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