‘um tempo’

10 out

Decisões que nos carregam a extremos.

O dia perdeu o folego.

Não sei como o dia começou, mas não queria o seu fim.

Afirmo quantas vezes for preciso: SIM, EU TENTEI.

Queria arrumar uma maneira de me fazer entender, que você entendesse. QUE EU ENTENDESSE!

Por diversas vezes pensei em fugir, em não voltar, em me esconder… Mas sempre que eu parava ou corria, mais próxima eu estava de você. Mais eu me prendia. A minha liberdade me aprisionava a você.

Não sei o que buscava, mas encontrei você.

E agora… bem, e agora? Agora nos perdemos no tempo, nas conversas alheias, na nossa bagunça rotineira, nos cantos, nas fotografias… Nos isolamos, não nos aprofundamos no restante. Tão ingenua que fui, tão superficial, tão amedrontada. Não queria encarar nada, a menos que você segurasse minha mão.

Agora todas as memórias torturam, bagunçam, confundem minhas decisões, minha mente.

Que bagunça eu fiz?

Éramos eu e você. Seríamos nós mesmos? Não seriam apenas expectativas frustradas que tanto queríamos para nos acalmar, acalentar, abafar a ânsia de viver?

Acreditei na alma gêmea, acreditei no amor, acreditei na verdade, na fidelidade… Voltei a crer em contos de fadas, em tantas coisas que achava que não iam existir mais.

A secura, a frieza do dia-a-dia começou a envenenar o passo-a-passo.. e a distância da proximidade começou a nos afetar…

Não sei o que houve. Não sei. Não sei como tudo começou. Não sei a que fim chegou. Na verdade, espero que não tenha um fim..

Ai! O que temer? O que esperar?

O imprevisível, o inédito, o inovador… Tudo aquilo que sempre procurei, agora, faz os piores calafrios em mim.

Eu estava sem tempo. E veja o tempo que consegui agora. Eu dizia não ter tempo para conversar. Você dizia não ter tempo para conversar… Pronto. Perceba o que o tempo – agoniante tempo – está fazendo comigo agora.

Como uma lavadeira torce uma toalha, eu vejo meu coração retorcido e escorrendo sangue, lágrimas…

 

Mas no fim das contas.. diante de tanto sofrer, pesar e pensar. Espero que essa seja uma importante experiência, um passo decisório, um  tempo de compreensão. Acima de tudo, espero que seja um preparatório, para me afundar de vez, novamente, nessa coisa louca (e fascinante) chamada “amor”. Sem medos, sem dar ouvidos ao que não nos importa, superando desafios e enfrentando todos eles.

Não sei o que esperar. Não sei se é certo esperar. Mas. .talvez aí esteja a graça. A “graça”. A graaande graça. Dar-se uma chance. Uma nova chance de começar, de rever… Não é sempre na vida que isso é possível. Agradeço a Deus pela oportunidade de poder recomeçar. E vou tentar nada esperar ou, ao menos, esperar o melhor para todos os lados.

 

 

http://grooveshark.com/#/playlist/Y/61431692

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