Breve relato

16 maio

Apenas um relato:
Hoje, em torno das 15h, me direcionava ao Xerox da XV (ao lado da TheWay), saindo da Galeria Antunes Maciel. Estava a observar a face de uma senhora que trabalha numa loteria e como ela parecia entristecida, me perguntando porque ela estava com aquela ‘carinha’ pelo quê ela havia passado. Até que travei. Em milissegundos eu fiquei trancanda ao chão. Uma criatura corria com uma ar…ma, em punho, em direção ao Calçadão. E em alguns segundos uma multidão seguia a tal “criatura”.
Segui em direção ao dito Xerox, enquanto ouvia diversos comentários “deu dois tiros no cara”, “pediu dinheiro e outro disse não”, “cara chapado”, “que horror”, inclusive funcionárias que limpavam a praça diziam “vamos terminar isso logo e dar no pé!”. Completamente tensa, me deparei boquiaberta e de olhos arregalados. Parei um pouco, olhei para trás: vários “bolinhos” de pessoas em torno da praça falando sobre o fato, uma multidão no Calçadão, uma senhora aparentemente grávida tendo um “treco”, tentando respirar fundo. Voltei a minha “rota”. Momentos depois já estava no Xerox. Enquanto esperava minha vez olhava pra rua: crianças de aparência desagradável pedindo moedas aos carros que paravam, outras puxavam papo com os taxistas na frente do Mercado Público e algumas “profissionais”, digo, meretrizes. Aquilo era demais para mim. A praça borbulhava, o mercado borbulhava…
Imagine, a criança de mãos dadas com a mãe, passeando no centro, que viu essa cena, hoje, o que ela terá na memória no futuro? Ou aquela criança pedindo moedas, o quão mais vulnerável e exposta a violência ela fica dia após dia? Com todo respeito a opiniões, mas não pude não sentir nojo ao olhar para a Prefeitura ao passar por ali depois. Querendo ou não isso também é culpa dos governantes. Se tivéssemos mais segurança, se tivéssemos uma politica assistencial bem feita. Mas vejo tudo ao contrário. Por isso reitero, o que há tempos venho falando, esse é um ano de decisões, é um ano importante: eleições, minha gente, eleições! Acendam as luzinhas nas cabeças de vocês e não desliguem a TV no horário político, desliguem na hora da novela. Vamos nos interessar. Até quando vamos ficar vulneráveis a tudo?
…Ano passado,também fui assaltada. Após dias sendo “observada”, fui assaltada saindo da aula. Com uma coragem que não sei daonde surgiu, “negociei” o celular da minha mãe, a única coisa que carregava além dos cadernos, em troca da minha vida. Felizmente, mesmo sendo ameaçada de “levar tiro” e, caso denunciasse, “ser apagada”; consegui sair com vida daquele momento horrível.
Mas, hoje, novamente foi intenso e forte demais para mim. Em plena luz do dia: arma, tiro e correria. Como podemos nos deixar tão expostos? E se fosse com algum conhecido? E se fosse com você? Independente de com quem, como e quando: “Temos que nos ligar!”.
Segurança é coisa séria e deve ser garantida a todos os cidadãos, em todos os lugares, nas diversas circunstâncias.
Apenas um relato.. de um momento intenso.
Deixo e relato e peço a reflexão.
Escrito dia 16 de maio de 2012.
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