E lá vem 2013…

31 dez

E é nessa época do ano que nos permitimos o “luxo” de pensarmos no que passou, no que foi bom ou não, o que podíamos ter melhorado e o porquê de não o termos feito, entre tantas outras coisas que deixamos passar e que no decorrer do ano não paramos para refletir.  Comigo não ia ser diferente. Por que não avaliar o que vivi? Agradecer, criticar, pensar, refletir…

2012 começou me movimentando: o “sonho” da minha festa de 20 anos. Trabalhara  e juntara dinheiro em 2011 para concretizar isso. E assim eu comecei meu ano, com parentes e amigos cantando e dançando. Um momento muito especial para mim. Uma luz, um gás para tudo que viria. Ainda hoje, quando fico meio chateada, assisto a dança da minha festa e com esses pequenos momentos de alegria impulsionam para eu seguir em frente.

Exatamente uma semana depois já estava com as malas prontas e com outros planos: seria aniversário do Gabriel e eu começara a procurar os amigos de infância do Paraná para comemorarem os 21 anos dele. Quando se gosta de alguém ver o sorriso dessa pessoa já é o maior presente que pode se ter. E depois conseguimos manter contato pelo tempo que ficamos lá em Paranaguá e fazermos outras atividades (incluindo enfrentar meu medo de altura em um parque aquático!), além de curtirmos muito o Tio Orley, pai do Gabriel, pessoa de bom coração e muito querida por mim, junto a esposa Milka, uma mimosa que também adoro! (Ao retornar, comecei a “respirar”; Fiz terapia do renascimento: respirando fundo e entrando em mim para me entender. Parei com o acompanhamento, mas ainda faço, as vezes, sozinha)

No meu aniversário, convidei a Tia Marion e sua família, amiga da família e tia de “coração” (e de teta :x).  Com a presença dela na minha festa, conseguimos manter contato no decorrer do ano e nos visitarmos mais, coisas que por 10 anos haviam parado de acontecer, apenas conversas por telefone. Num desses encontros tive a oportunidade de passear com o Abelha (esposo da tia Marion) numa Harley Davidson e jamais esquecerei dos meus melhores 15 minutos sobre uma moto!

Aí os meses passaram, e lá por abril o meu primo mais velho, depois de muito tempo também, veio nos visitar: Ele ia noivar! Meu primos são como meus irmãos mais velhos, são grandes amores da gente. Preciso dizer que a notícia do Marcos nos deixou super felizes? A noiva, a “pocalia” da Roberta, uma amada que fecha com ele. Parecem personagens de comédia romântica e se completam no sorrir, no olhar. E lá estávamos nós, presentes num momento tão especial! Revendo uma parte da família e vendo como o tempo voa!

Encontros com amigas, reencontros, pizzas, jantas, fofocas, brigas, decisões, piadas, abraços, choros, intimidades.. Lá estávamos nós: as meninas do Ensino Médio voltaram e o tempo não fez nada mudar.

Logo veio um momento muito especial na nossa casa: o batizado do Ronaldo. Ele, de muleta, por jogar bola demais e sabe como é, né.. criança, bola, voadora… Essa data foi muito especial e, ao mesmo tempo, fez com que eu aflorasse dons “manuais” que eu não esperava ter, além de “surtos criativos”: confeccionei convite e lembrancinhas, e nesse  processo eu e o mano nos entrosamos mais e trabalhamos juntos, como irmãos devem ser.

Meados de agosto, mais uma alegria pra casa, no último ano da faculdade, Mariana tem sua exposição com reconhecimento e interessados em suas obras. Por falar em Mariana: dá pra acreditar que ela já vai se formar? O tempo voando aqui… Ainda nesse mês eu comecei a trabalhar, carteira assinada, tudo direitinho. Depois de muitas entregas de curriculum e entrevistas, logo quem foi me contratar? Meu próprio pai! Além de trabalhar como colaboradora ainda tive a chance de me aproximar e passar mais tempo com ele. O que para mim tem sido muito importante; além, é claro,  das outras pessoas que passei a conviver e aprender com elas!

Mencionado o pai.. Esse ano tivemos um dia dos pais especial, diferente dos outros anos após o divórcio dos meus pais. A diferença? Nosso pai estava lá! Sim, engraçado dizer isso; mas tivemos a chance de passear, conversar, jogar..coisas que até então todos podem fazer todos os dias com seus pais e nós não temos mais como, por escolhas que não foram nossas e que as vezes mesmo tentando não dão muito certo.

Festas, casamentos, formaturas, aniversários, amigo de sempre, amigos de agora, festinhas simbólicas ou temáticas: Comemorar foi uma bela palavra pra esse ano. E por falar em comemorar, meus avós deram super motivos para comemorarmos este ano! Meu avô, em outubro, completou, com muita saúde, 80 anos; e, em dezembro, o casal completou 60 anos de casados: Bodas de Diamante! Celebrar a vida, o amor, as conquistas e a perseverança: 2012 o fez!

E por falar em datas, depois de 15 anos,a turma do Pré, do Recanto Infantil tentou se reencontrar, até conseguimos pela internet ao vivo e a cores ainda não! Mas só de achar cada figurinha e viver alguns períodos em nostalgia já foi bom demais! Falando em “educação”, também foi mais um ano de decisões quanto as minhas escolhas universitárias. Como dizem por aí “cada um tem o seu tempo” e, finalmente meu tempo chegou, percebi ao “mundo” que eu pertenço, o que gosto de fazer mais e o que quero; por isso me desgastei tanto numa faculdade que me  trouxe desgosto, porém ao mesmo tempo me trouxe poucas, mas boas companhias.

Mas 2012 não foi só luzes, tapetes vermelhos, glórias e orgulhos. Aliás a vida de ninguém é assim. Muitos episódios de brigas e discussões fortes marcaram 2012. Desde a hora de decorar a festa do meu aniversário até depois do brinde de Natal. Entre todos esses momentos felizes houve um intervalo com  brigas. Houve brigas entre amigos, entre irmãs, com os pais, com o namorado. É amigo, a vida não é só de rosas.  Discussões porque as coisas não correspondem as expectativas ou porque a verdade dói demais, porque você cobra e não vê respostas ou porque simplesmente ninguém liga… tudo é um bom motivo pra discutir. O que magoa e fica é  quando tudo sai dos limites e a razão não consegue segurar a pessoa nem por um fio ou quando você tenta demais conversar e se esgota em certo ponto e joga udo pro alto. Isso fica e isso chateia. Demora pra esquecer, pra sair da gente, por mais que digam ‘deixa a tristeza pra lá’. No fim e lá no fundo, 2012 não foi de todo o ruim, mas foi difícil, mas nada que não pudéssemos superar, levantar a cabeça e seguir em frente.

O que dizer? Há tanto para ser dito. Um ano tão grande. Dias que por mais que parecessem brancos possuíam significados. Pessoas que passaram, falaram, abraçaram, magoaram, mas que por algum motivo em 2012 eu as tive por perto. Nesse momento não há mais o que dizer. Sinto apenas que tenho que agradecer. Obrigada pela família que eu tenho, obrigada por ser quem eu sou, obrigada pelas oportunidades, obrigada pelos erros que me ensinaram a crescer, obrigada pelas amizades que o tempo trouxe e as que o tempo não levou, obrigada pelos que se distanciaram afinal tudo tem um porque. Obrigada, Senhor. Obrigada pela saúde, pela vida, obrigada por tudo que sou e posso me tornar.

A todos que conseguiram ler e me acompanhar até aqui: Muito obrigada por estarem comigo, com minha família. É uma benção termos pessoas pra chamarmos de amigos e eu sou muito grata por ter estes em minha vida; Um ótimo 2013 para todos nós, com muita luz, paz, positividade, saúde e felicidades. Um forte abraço pra todos!

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