pequenos contos sobre ela. e tudo o que eu via acontecendo.

26 maio

But now it’s time to go. Curtain’s finally closing…

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ah, ela tinha aqueles defeitos como todo mundo. aqueles que no meio da noite faziam ela perder o sono e no outro dia ela se deparava com aquelas olheiras enormes sob os claros olhos. aqueles que faziam ela querer desaparecer de vez em quando e outras vezes que todos a vissem. ela via como defeito ter sentimentos. era demais pra ela. por tanto tempo ela teve que lidar com eles, porque quando ela mais queria não tê-los eles vinham a tona?

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ela podia ser sacudida trilhões de vezes. podiam mexer com ela, mas não acontecia nada, ela estava oca. era melhor e mais fácil ficar assim: vazia.   ela não se mexia. os olhos ficaram foscos e a linha do sorriso foi suavizando até sumir. era tão difícil se encarar nos últimos tempos….

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faltava carinho com ela mesma. as novas decisões a levaram a extremos desconhecidos que quase a levaram a ruína. era tudo um jogo de substituições, mas era muito mal jogado. ela não sabia lidar, perdera suas linhas, seus conceitos, seus limites, ela não sabia de mais nada. ela se sentia mais nada. e nada além disso.

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constantemente eu vi em seus pensamentos e ouvi seu pedido de ‘novos caminhos’. era um apelo desesperado, não só um comentário. e no fim eu vi o quão desesperador foi tudo que ela fez. ela costumava se expor de uma tal forma, tão negativa, tão desprezível. e quando voltava a si me encarava como quem pedia desculpas, ao mesmo tempo que os olhos gritavam por socorro. eu demorei tanto pra entender… e agora ela se perdeu. mais do que antes, mais do que nunca, mais do que sempre esteve.

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o mais complicado de tudo é perceber que eu sou parte dela. que eu não posso ficar parada diante de tudo isso e, simplesmente, deixa-la. sou muito ela e ela é muito eu. e talvez por isso ande tão complicado separar tudo pra eu conseguir ajuda-la…

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