28 maio

porque acontece… as vezes dá saudade daquilo que não existiu, daquilo que nunca tive. mas que tantas vezes eu fantasiei em ter com você. e daí eu acordo dos meus devaneios e percebo que não, nunca existiu. e talvez até melhor que não foi com você. porque podia não ser a pessoa certa, a hora certa, o lugar certo. mas eu fico pensando que ‘podia’.. e essas coisas de “ia” me irritam. porque “podia, fazia…” não tem um fim definido. e eu cada vez mais preciso das coisas definidas. e isso foi uma coisa que você nunca me deu. e, raramente, eu sinto falta disso. quase nunca.

é o que se tem. saudades do que nunca houve, mas que podia ser com você. porque as vezes faz falta. mas não de você mais. sim, do papel que você ocupava. você não. não faz mais falta. não como antes, e nem com a mesma importância. você perdeu o significado e os limites. no entanto, o papel que você ocupava, quando conseguia cumprir, faz falta.

empobrece a minha rotina até, esse lugar em branco que ainda não consegui preencher adequadamente. talvez porque não seja adequado preencher. talvez, porque não exista, de fato, esse lugar vazado e eu force ao máximo porque ainda espero algo. mas só talvez. no íntimo mesmo é um não, bem negado e rejeitado. só a superfície que por vezes necessita, implora por esse drama de se sentir incompleta…

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