simples gostar

25 jul

gostava das coisas assim. das coisas espontâneas. do que me pegava desprevenida e mudava totalmente meu dia.

gostava daquelas coisas meio sem jeito. da mensagem antes de dormir ou da de bom dia.

gostava dos comentários. de saber do cotidiano. das bobagens, dos risos. e ao mesmo tempo, gostava de não saber muito.

era melhor assim. não envolvia, não abraçava pra sufocar. não tinha limites, não tinha contorno. era traço livre.

dos apelidos engraçados, das viagens. gostava do estilo de vida diferente e, ao mesmo tempo tão parecido com o meu.

gostava por gostar. não tinha muita explicação. era diferente. era igual. era novo, não doía, não pesava. renovava, alimentava uma outra eu que eu mal vi nascer. e essa outra até que era legal.

gostei das coisas assim. fui gostando de mim e fui deixando a casa aberta. podia vir, podia me cuidar. era um gostar tão livre, estranho e diferente. aprendeu a re-gostar. aprendi a deixar o tempo passar.

era complexo, pois não dava certeza. mas ainda era ingenuo, ainda era colorido, era bonito. e gostava dessa fase que era, acima de tudo, um simples gostar.

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