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Lucidez

22 nov

Lucidez é necessária. Quando os olhos cegam, ser sensato é o que resta.
Enxergar com a razão os fatos do dia-a-dia, as lembranças e avaliar os sentimentos.
Não, meu caro, não é frieza. Isso não é constante, ainda temos coração e ainda sentimos. No entanto, pensamos mais e seguramos o impulso; esse ordinário que coloca nosso amor proprio no lixo e nossa vergonha em situaçoes que nossa mente sobria jamais sonharia…

Palavra dos novos dias: lucidez.

Vídeo

Tudo passa – Marjorie Estiano

17 out

 

Chove lá fora e eu não tenho mais você..
Quanta vontade de te ver!
Saudade é a tempestade que fecha o verão, é o ultimo suspiro da paixão

Mas hoje eu sei que volta sempre o sol e o escuro da noite vai clarear e anunciar um novo amor

O tempo passa e com ele passa a dor, pois tudo passa até o amor
Na companhia de um bom livro e um violão, vou vivendo com a minha solidão

Da dor

9 out

A dor sempre foi o maior presente para um poeta.
A dor é a dádiva, é a inspiração.
É, também, pura mágoa, amor frustrado, decepção e nenhum retorno, mas segue sendo algo espetacular.
É como uma borboleta: é dor virando poesia, é reconstrução.
É forma ganhando nova intenção, nova cor, novo sentido. É o fluir das estações, do cinza a primavera.
A dor é uma oportunidade para quem sabe senti-la; nada mais é do que aprendizado, lição e, por que não, poesia.
Independente da causa, as consequencias são de nossa escolha.
Desfrutar da dor, conviver com ela até que ela esteja crescida o bastante, pronta para partir, mas claro, deixando sempre suas marcas….

memória

9 out

As pessoas não deixam de existir. Nós decidimos, apenas, que elas não vão mais existir para a gente.
O que passou não muda. O que foi visto e o que foi dito não são coisas que se apagam, que somem.
Em mim, especialmente, as lembranças, as memórias não se deixam esquecer. São como ondas no mar…

sempre ele – e a primavera

8 out

Não houve um dia que não se pensou nele, um dia em que as mensagens ou os emails eram relidos antes de dormir sem derramar uma dose expressiva de lágrimas.
Não havia dia sem ele. Nunca houve. Mesmo não próximo fisicamente, todos os dias tinha ele lá. Fosse na foto escondida, no bilhetinho ou nos presentes que ficaram.
Dias com ele, outrora eram pessimos. Eram ruins, desgastantes, repletos de tensão e pressão. Os dias nostálgicos, momentos de brilho no olhar e boas horas de riso ou de silêncio apaziguador..só ela sabia. Só ela.
Era um sentimento masoquista. Alias, a saudade é masoquista, destrutiva e, ao mesmo tempo,lindamente poética. Assim são os amores que se vão… na verdade, existem verdades e amores que só ela sabe. Jamais haverá um dia sem ele. Afinal, não há um dia sem amor na vida dela.
A maior prova que ela o amava era seguindo, era deixando o livre por reconhecer que só ela não era o bastante para quem merecia o mundo.
Poucos saberão, poucos entenderão. Ele, inclusive, jamais imaginará.

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Os dias eram cinzas e vazios. A primavera trazia as cores que ela não queria enxergar, mas trazia também uma nova energia, como se dissesse “renova, desiste, recomeça, tenta”. As cores, a primavera e seus significados… pensava ela se já era hora de uma nova primavera surgir ou se manteria por mais algum tempo aquelas flores de outra estação dentro de si.