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little notes.

20 jul

por vezes eu tenho vontade de me explicar cantando. há tantas letras de músicas que correspondem tão bem ao que vivo, ao que sinto, que, simplesmente, me explicar não ia soar adequado mediante as palavras que refletem perfeitamente como me sinto.

 

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você percebe que não é único em relação aos sentimentos, quando, em um show, sua amiga grita “essa é a minha música!” e você pensa “nãão, essa é a minha música!”.

cada momento, cada música. e é estranho quando, simplesmente, você percebe que há outras pessoas que sentiram/sentem o mesmo que você e que também buscaram/buscam refúgio no mesmo ponto comum.

 

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há tempos eu estou com o plano de confeccionar uma playlist de artistas especiais, os quais suas composições correspondem perfeitamente a determinados momentos. e alguns, mesmo com histórias tão caricatas, se adequam perfeitamente ao que vivi/senti.

assim que eu parar, vou desenvolver melhor essa ideia.

 

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tudo tem sido muito corrido, mas ainda bem tenho ocupado bastante minha mente e estou obtendo resultados. resultados bons, em sua maioria. não, excelentes.. mas tudo ao seu tempo. tenho muito trabalho pela frente, comigo mesma. 

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Diga que você não quer isso.

21 set

Ok, estamos cansados.

É, cansados demais.

Cansados demais para ouvirmos o que alguém tem para nos dizer e cansados demais para falarmos, despejarmos, tudo o que pensávamos em falar.

Cansados demais para sorrir, cansados demais para abraçar, cansados demais para seguir em frente.

Cansados demais para querer, ao menos, saber o lado certo da história e engolir o perdão, não como um veneno e sim, como um remédio que há de curar.

Você pode me dizer tudo o que bem entende agora, mas você está cansado demais para me contar do seu dia, da sua viagem, do seu desempenho, da sua vida. E eu, cansada demais de tentar ouvir o que não tem mais compreensão.

Mas, como cantaria “One Night Only”: “SAY YOU DON’T WANT IT!” (“Diga que você não quer isso!”).

Então, por favor, me diga que não estarás mais tão cansado. Pelo menos para sentir o brilho do sol, para entender o valor de um sorriso e reconhecer uma lágrima. Diga que você não quer isso e tudo bem, entenderei. No entanto, enquanto as palavras não forem claras para minha mente, enquanto enxergar a realidade como uma dor tão imensurável, enquanto a decisão não for tomada, eu não entenderei e eu não entendo. Diga que você não quer mudar o que você está vivendo agora, que você quer recomeçar, que você quer viver de novo… Mas diga, por favor e acima de tudo, que não quer viver de uma mentira, uma fantasia…

Eu, pelo menos, vivo naquela coisa de “viva hoje como se fosse o último dia” com o “e se não for a hora agora?” me puxando para trás… Na busca do equilíbrio da corda bamba. – Quando você não pisa tão firme, quando a sua base se abala… você se abala também e “seu terreno” vira um lugar desconhecido. – Ao mesmo tempo que queria o silêncio, queria a bagunça e os gritos. Quase como meditar, enquanto escuta um hard rock. Queria essa corda bamba firme, para que eu pudesse andar confiante. Mas a maré não muda, não avança e nem revolta. Fica complicado seguir em frente… Por isso, estamos todos cansados. 

Mas, afinal: aonde eu quero chegar? Na realidade, acredito que nem eu tenho certeza. Queria apenas refletir.

 

Enquanto escrevo essa tentativa de reflexão o refrão: “The fake scenes, the plastic-made dreams…  Say you don’t want it!” funciona como um eco em minha mente. Uma música, crítica e reflexão a qual me proporciona refletir e criticar internamente o que bem entendo, tentando buscar a interrogação dentro de mim, o lado que almeja a mudança, a vida que insiste em respirar e que esperneia “eu não quero isso”, buscando uma saída para o temporal…

Não entendo e não vejo até que ponto as situações sugerem coerência ao que escrevo e ao que penso, possivelmente está tudo desalinhado. Mas em algum momento o Universo há de alinhar tudo ao nosso redor, a começar pelos meus pensamentos…

 A musa inspiradora das minhas interrogações:

 

 Ah, sim! E parabéns a todos gaúchos: “Sirvam nossas façanhas de modelo à toda Terra”.

Uma boa semana!